{"id":31,"date":"2020-10-26T21:40:11","date_gmt":"2020-10-27T00:40:11","guid":{"rendered":"http:\/\/astrono.com.br\/?p=31"},"modified":"2020-10-27T21:41:51","modified_gmt":"2020-10-28T00:41:51","slug":"nova-propulsao-eletrica-da-nasa-sera-quatro-vezes-mais-poderosa-que-a-atual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/olhartech.com\/olharverso\/nova-propulsao-eletrica-da-nasa-sera-quatro-vezes-mais-poderosa-que-a-atual\/","title":{"rendered":"Nova propuls\u00e3o el\u00e9trica da NASA ser\u00e1 quatro vezes mais poderosa que a atual"},"content":{"rendered":"\n<p>Para lan\u00e7ar foguetes a altitudes elevadas o suficiente para ultrapassar da atmosfera do planeta, \u00e9 necess\u00e1rio um combust\u00edvel qu\u00edmico poderoso, mas no v\u00e1cuo do espa\u00e7o, as coisas s\u00e3o um pouco diferentes. Hoje, as ag\u00eancias espaciais como a NASA utilizam um sistema \u201ch\u00edbrido\u201d para aproveitar as vantagens da propuls\u00e3o el\u00e9trica no espa\u00e7o, e um novo sistema, apelidado de Power and Propulsion Element (PPE), ser\u00e1 ainda mais poderoso e econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o ve\u00edculo espacial consegue sair da nossa atmosfera, os motores come\u00e7am a funcionar com este sistema el\u00e9trico. A grande vantagem \u00e9 que ele pode reduzir a quantidade de combust\u00edvel dentro dos tanques em at\u00e9 90% em compara\u00e7\u00e3o com os sistemas de propuls\u00e3o totalmente qu\u00edmica. Isso resulta em economia e redu\u00e7\u00e3o de peso para os voos espaciais, al\u00e9m de maior flexibilidade de miss\u00e3o. Mas como isso funciona?<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a NASA, a propuls\u00e3o el\u00e9trica \u201cusa a energia coletada por pain\u00e9is solares (propuls\u00e3o el\u00e9trica solar) ou um reator nuclear (propuls\u00e3o el\u00e9trica nuclear) para gerar empuxo, eliminando muitas das necessidades e limita\u00e7\u00f5es de armazenamento de propelentes a bordo\u201d. A energia produzida \u00e9 ent\u00e3o convertida e usada para ionizar propelentes de g\u00e1s, e a partir da\u00ed h\u00e1 algumas abordagens distintas (como usar a combina\u00e7\u00e3o de campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos ou um campo eletrost\u00e1tico) para acelerar os \u00edons e os empurrar para fora do propulsor.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 uma trilha azul-esverdeada atr\u00e1s da nave enquanto ela vai ganhando uma velocidade incr\u00edvel ao longo do tempo. Mas essas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas vantagens. Por exemplo, uma nave com propuls\u00e3o el\u00e9trica no v\u00e1cuo do espa\u00e7o ter\u00e1 total liberdade de desacelerar, acelerar e mudar de dire\u00e7\u00e3o. Pois \u00e9, com combust\u00edvel qu\u00edmico isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel \u2014 o foguete \u00e9 lan\u00e7ado com a c\u00e1psula na ponta e, uma vez no espa\u00e7o, a c\u00e1psula consegue seguir viagem somente na mesma dire\u00e7\u00e3o para a qual foi empurrada pelo foguete. Em outras palavras, a miss\u00e3o fica dependendo de janelas de lan\u00e7amento espec\u00edficas e prazos para alcan\u00e7ar a Lua e planetas como Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a nave tiver propuls\u00e3o el\u00e9trica, a \u00fanica limita\u00e7\u00e3o \u00e9 a quantidade de g\u00e1s no tanque. O impulso inicial dos propulsores no v\u00e1cuo \u00e9 bastante baixo, mas continuar\u00e1 acelerando por meses ou mesmo anos, at\u00e9 atingir velocidades alt\u00edssimas \u2014 ou desacelerar e mudar de dire\u00e7\u00e3o, conforme dito. Por enquanto, a NASA usou esse tipo de propelente em miss\u00f5es de sondas espaciais, mas em breve tamb\u00e9m ser\u00e1 utilizado em naves tripuladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em breve, a Gateway (esta\u00e7\u00e3o espacial que orbitar\u00e1 a Lua) demonstrar\u00e1 as possibilidades da propuls\u00e3o el\u00e9trica do tipo \u201csolar de alta pot\u00eancia\u201d, de acordo com a NASA. A tarefa ser\u00e1 utilizar uma espa\u00e7onave de 60kW (unidade de pot\u00eancia que equivale a 10\u00b3 watts), 50 dos quais podem ser dedicados \u00e0 propuls\u00e3o, \u201ctornando-a cerca de quatro vezes mais poderosa do que as espa\u00e7onaves de propuls\u00e3o el\u00e9trica atual\u201d. Para isso, n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio construir um grande propulsor, bastar\u00e1 uma s\u00e9rie de pain\u00e9is solares gigantes conectados em cadeia no sistema PPE.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tudo der certo, este sistema far\u00e1 com que a Gateway permane\u00e7a na \u00f3rbita da Lua por pelo menos 15 anos, ajudando astronautas a pousarem em qualquer lugar da superf\u00edcie lunar com grande facilidade. Tudo gra\u00e7as \u00e0 grande economia de combust\u00edvel e a capacidade que a esta\u00e7\u00e3o ter\u00e1 de se mover livremente enquanto estiver em \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o para por a\u00ed, pois a NASA j\u00e1 est\u00e1 pensando em suas primeiras miss\u00f5es tripuladas em Marte. Os ve\u00edculos que ser\u00e3o constru\u00eddos para as viagens interplanet\u00e1ria precisar\u00e3o de cerca de 400 kW-2 megawatts de pot\u00eancia, de acordo com a NASA, que j\u00e1 est\u00e1 estudando as possibilidades para os sistemas de propuls\u00e3o, incluindo uma combina\u00e7\u00e3o de propuls\u00e3o el\u00e9trica e qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Marte ainda parece um pouco distante, planejada para apenas a d\u00e9cada de 2030, o Gateway j\u00e1 est\u00e1 bem mais perto de acontecer. A NASA est\u00e1 trabalhando no cronograma do Programa Artemis para garantir que seus astronautas pisem novamente na Lua em 2024 e, para isso, a esta\u00e7\u00e3o orbital lunar Gateway deve come\u00e7ar a ser constru\u00edda em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: NASA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para lan\u00e7ar foguetes a altitudes elevadas o suficiente para ultrapassar da atmosfera do planeta, \u00e9 necess\u00e1rio um combust\u00edvel qu\u00edmico poderoso, mas no v\u00e1cuo do espa\u00e7o, as coisas s\u00e3o um pouco diferentes. 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