{"id":25,"date":"2020-10-26T21:36:48","date_gmt":"2020-10-27T00:36:48","guid":{"rendered":"http:\/\/astrono.com.br\/?p=25"},"modified":"2020-10-27T21:38:34","modified_gmt":"2020-10-28T00:38:34","slug":"nasa-descobre-grandes-quantidades-de-agua-em-cratera-iluminada-na-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/olhartech.com\/olharverso\/nasa-descobre-grandes-quantidades-de-agua-em-cratera-iluminada-na-lua\/","title":{"rendered":"NASA descobre grandes quantidades de \u00e1gua em cratera iluminada na Lua"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta segunda-feira (26), a NASA revelou os resultados de dois estudos que trouxeram novas descobertas sobre a Lua: dados obtidos pelo observat\u00f3rio a\u00e9reo Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (SOFIA) confirmam, pela primeira vez, que existe \u00e1gua na superf\u00edcie iluminada da Lua, onde a luz solar incide. J\u00e1 um estudo feito com dados da miss\u00e3o Lunar Reconnaissance Orbiter revelaram outras grandes \u00e1reas capazes de conter \u00e1gua por l\u00e1. Essas descobertas sugerem que a \u00e1gua pode estar distribu\u00edda pela superf\u00edcie lunar, e n\u00e3o limitada apenas aos locais frios e na sombra.<\/p>\n\n\n\n<p>Como voa a altitudes de cerca de 13 km, o SOFIA consegue ficar acima de 99% do vapor d&#8217;\u00e1gua na atmosfera e observa melhor o universo infravermelho. Com o instrumento Faint Object infraRed CAmera for the SOFIA Telescope (FORCAST), o observat\u00f3rio identificou o comprimento de onda espec\u00edfico das mol\u00e9culas de \u00e1gua, e os dados mostraram que havia uma quantidade relativamente surpreendente na cratera Clavius, ensolarada e localizada no hemisf\u00e9rio sul lunar. \u201cN\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos indica\u00e7\u00f5es de que a \u00e1gua que conhecemos poderia estar presente no lado iluminado da Lua, e agora sabemos que est\u00e1 l\u00e1\u201d, diz Paul Hertz, diretor da divis\u00e3o de astrof\u00edsica no Science Mission Directorate, da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mostram que a \u00e1gua se encontra concentrada em 100 a 412 partes por milh\u00e3o \u2014 equivalente a uma garrafa de \u00e1gua de 300 ml \u2014 e presa em um metro c\u00fabico de solo espalhado pela superf\u00edcie lunar. Para compara\u00e7\u00e3o, considere o deserto do Saara, que tem 100 vezes a quantidade de \u00e1gua encontrada no solo lunar. Como a Lua n\u00e3o tem atmosfera, essa \u00e1gua sob a luz solar j\u00e1 deveria ter sido perdida no espa\u00e7o. &#8220;Mesmo assim, estamos observando-a. Tem algo gerando a \u00e1gua, e algo a prendendo l\u00e1&#8221;, diz Casey Honniball, do ASA Goddard Space Flight Center. Isso levanta algumas quest\u00f5es: a \u00e1gua poderia estar presa em pequenas estruturas no solo que se formam pelo calor gerado pelo impacto de micrometeoritos, ou poderia estar escondida entre gr\u00e3os de solo lunar e protegida da luz do sol.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As armadilhas de gelo<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o outro estudo, produzido pelo professor Paul Hayne, verificou dados obtidos pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter para estudar a distribui\u00e7\u00e3o das &#8220;armadilhas de gelo&#8221;, locais onde a \u00e1gua n\u00e3o s\u00f3 poderia existir como tamb\u00e9m estaria permanentemente presa em locais na sombra. Eles encontraram essas armadilhas em tamanhos variados, al\u00e9m de sombras permanentes em ambos os polos lunares.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe de Hayne encontrou 40 mil quil\u00f4metros de \u00e1rea capaz de reter \u00e1gua na superf\u00edcie lunar, que \u00e9 mais que o dobro da \u00e1rea que os cientistas esperavam ter \u00e1gua na Lua. \u201cSe voc\u00ea se imaginar de p\u00e9 na Lua perto dos polos, voc\u00ea veria v\u00e1rias sombras. Muitas dessas pequenas sombras podem estar cheias de gelo\u201d, explica. O mais interessante aqui \u00e9 que essas \u00e1reas de sombra s\u00e3o capazes de manter a \u00e1gua ou o gelo presos ali por grandes per\u00edodos. &#8220;Se a \u00e1gua entra ali, ela n\u00e3o vai para lugar nenhum por um bilh\u00e3o de anos&#8221;, disse. Hayne ressaltou que a equipe ainda iria precisar encontrar esse gelo com rovers ou miss\u00f5es tripuladas, mas a descoberta pode dar o suporte que as miss\u00f5es para os humanos voltarem para a Lua precisam.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1gua \u00e9 um recurso important\u00edssimo no espa\u00e7o profundo e um ingrediente essencial para a vida como a conhecemos. A NASA tem planos para enviar a primeira mulher e o pr\u00f3ximo homem para a Lua em 2024 por meio do programa Artemis, de modo que a ag\u00eancia precisa descobrir o m\u00e1ximo que puder sobre a presen\u00e7a da \u00e1gua por l\u00e1. A exist\u00eancia de \u00e1gua por l\u00e1 traz implica\u00e7\u00f5es importantes para futuras miss\u00f5es lunares, porque poderia ser tratada e usada para beber, utilizada como propelente de foguete e o oxig\u00eanio poderia ser usado para a respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ian Crawford, professor de ci\u00eancia planet\u00e1ria e astrobiologia na Universidade de Londres, o local onde a \u00e1gua est\u00e1 pode ser mais acess\u00edvel devido \u00e0 luz solar. Entretanto, ainda \u00e9 preciso verificar a forma em que a \u00e1gua existe ecomo extra\u00ed-la \u2014 e, no fim, a melhor forma fazer isso \u00e9 voltando para a Lua, o que acontecer\u00e1 em um futuro n\u00e3o t\u00e3o distante.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: NASA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta segunda-feira (26), a NASA revelou os resultados de dois estudos que trouxeram novas descobertas sobre a Lua: dados obtidos pelo observat\u00f3rio a\u00e9reo Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (SOFIA) confirmam, pela primeira vez, que existe \u00e1gua na superf\u00edcie iluminada da Lua, onde a luz solar incide. 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